A magia de Monsieur Louboutin

Nem só de inutilidade/foto de bicho morto/’bom dia facers’/agradecimentos à Deus vive o Facebook. Digo isso pq foi graças à ele que, por coincidência, encontrei esses vídeos do Christian Louboutin falando sobre sua marca, seus sapatos tão desejados por dez entre dez mulheres no mundo.

Pensée – inspirado no pop art dos anos 60, foi a primeira criação de Louboutin a ter o solado vermelho

Quem ama sapatos já ouviu falar do francês e já desejou ardentemente ter no closet alguma criação dele. O mais engraçado é que ele diz que, na real, nunca pretendeu fazer parte do mundo da Moda, pois tudo oq ele queria mesmo era só desenhar sapatos – que, caso alguém não saiba, surgiram da vontade dele de desenhar calçados para showgirls [sim, aquelas moçoilas dançarinas de cabaré, muito famosos em Paris].

Os vídeos foram produzidos pela empresa italiana de bebidas Martini para uma campanha que vai escolher a próxima Martini girl. O Louboutin é um dos jurados do concurso, e em uma série de quatro partes, o designer de sapatos mais famoso do mundo fala sobre o começo da carreira, de onde saiu a ideia de incorporar o solado vermelho aos seus designs, seus sapatos mais marcantes e quais são suas aspirações para os próximos 20 anos.

Abaixo, alguns highlights.

 

Na primeira parte, Louboutin fala do começo da carreira, há 20 anos. “Em, 1991, tinha acabado de abrir a primeira loja. Eu não imaginava que seria tão bem sucedido”.

“Nunca achei que desenhar sapatos poderia ser uma profissão”.

Nascido e criado em Paris, Christian Louboutin cresceu assistindo os shows do Folies Bergères – o cabaré para onde ia, escondido, e entrava na surdina durante o segundo ato dos shows, já que percebeu que ninguém pedia o ingresso depois que as pessoas voltavam do intervalo.

“Não há nada mais bonito que o corpo das mulheres em movimento”.

Ele diz que considera a princesa Caroline de Mônaco sua fada-madrinha, já que ela foi uma de suas primeiras clientes e, na loja, elogiou os sapatos, o que acabou caindo nas páginas de uma revista – consequentemente gerando atenção para o designer.

 

“O objetivo do meu trabalho não é agradar as mulheres, mas sim os homens”.

Na segunda parte, o designer fala sobre o “efeito Cinderella” que seus sapatos causam nas mulheres que os usam. “É algo que brilha no seu pé, mas que, no final, faz você brilhar”.

Alguns dos Louboutins têm um design que chama a atenção para o “toe cleavage”, ou o “decote dos pés”. Para Christian, essa é uma parte importante no desenho de um sapato, pois carrega a sugestão de algo bem sexy, de um terceiro decote de uma mulher, já que o primeiro está bem na altura do peito, seguido pelo decote na parte de trás.

“Nunca encontrei uma mulher que quisesse ter pernas mais curtas”.

Daí, ele fala que o salto transforma a silhueta de uma mulher, pois projeta o corpo inteiro para a frente, então é preciso adequar-se a uma nova postura – ou seja, uma coisa que minha mãe sempre disse: peito pra frente, barriga pra dentro e bunda pra trás -, causando um exagero nas linhas e criando uma nova consciência e linguagem corporal.

 

“Faço o que amo. Nunca quis fazer parte do mundo da moda, tudo o que eu queria era desenhar sapatos”.

Na opinião dele, o sapato que fez a diferença foi o “Love”, um sapato inspirado em uma foto de Lady Di, em que ela aparecia sentada, em uma “postura real”, com joelhos e calcanhares juntos, olhando para os próprios pés e aparentando estar muito triste. “Talvez se ela tivesse algo nos pés que a deixasse feliz…”

“O solado vermelho foi um acidente feliz – e o mantive”.

Ele conta que, em 1992, olhava para o protótipo de um sapato que havia acabado de desenhar, mas achava que estava faltando algo. Uma de suas funcionárias, na época, estava ao lado pintando as unhas de vermelho. Ele, então, pediu emprestado o vidrinho e pintou o solado todo – e, tcharan!, assim nasceu o famigerado red sole.

“Depois de pintado, vi que caiu muito bem. Tanto que virou minha assinatura, minha marca”.

 

 

Papel, lápis e borracha. É dessa forma que ele começa a criar.

“Não sou um sádico, mas conforto não faz parte do meu processo criativo”.

Christian Louboutin, ou Loubi, para os íntimos haha, começa a desenhar seus sapatos inspirado em qualquer objeto, textura, paisagem. Nessa última parte, ele fala que deixa a imaginação correr solta, pois se for guiado só pela técnica, não consegue ultrapassar limites. Além disso, diz que os seus sapatos são criados de forma independente da Moda, e raramente estão ligados, combinandinho, com roupas.

A marca comemora 20 anos de existência esse ano, e claro, quem nunca sonhou com um sapato desse né? Eu, particularmente, sou fissurada mais em saber como é que ele cria, como ele chega àqueles resultados. Mesmo sendo uma apaixonada por sapatos, sou fascinada por esse lado do processo :)

 

ps: pfv, parem de assassinar o nome deste senhor, plmdds. Não é “Lambutã”! A pronúncia correta é algo como “Lubutan“.

 

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