No alarms and no surprises

Eu acho que não gosto muito de surpresas. Sei lá, meu quarto é uma bagunça, mas sou meio metódica nas coisas que eu faço, então planejar o possível resultado é algo que me faz sentir melhor.

Mas aí a vida – essa eterna ~caixinha de surpresas~ – te dá uma rasteira daquelas. Você fica desnorteado, sem saber o que fazer, para onde ir. A minha sorte é que o meu “desespero” durou menos de 3h. Tive essa sorte, mas tem gente – muita gente – que não pode dizer o mesmo.

E, apesar de todos os meus defeitos, tenho amigos e muita gente que gosta de mim. Mais até do que eu imaginava, quando vieram lamentar o ocorrido e me desejar boa sorte. Mais legal ainda foi ver gente me dando boas-vindas e também me desejando sorte.

Eu, realmente, não esperava nada disso. Minha mãe sempre fala que “expectativa é de quem cria”. Mas é até bom ser surpreendido, de vez em quando.

a quem interessar possa

Tem acontecido umas coisas surreais comigo nesse último mês. Do tipo que, se fosse com outra pessoa, eu ia achar bem difícil de acreditar.
Mas nem vale a pena citar, pq quem merece saber realmente sabe – e eu sou super contra essa onda de querer se fazer de vítima aicoitadinhademim.

Mas o fato é que oq aconteceu me levou a reconsiderar alguns pensamentos, situações, relações e verdades.

Até ontem eu tava meio revoltada com umas amigas o mundo, pq poxa ninguém me defende, pq eu tenho que sair como a filha da puta, por que? POR QUE?! Tinha até escrito o maior texto pra largar no Facebook e receber muitos likes hahahaha Mas como eu me conheço e sei que o meu lance não é agir por impulso, respirei, contei até dez e esperei passar.

Mas hoje eu vi essa imagem acima. E era exatamente como eu estava me sentindo. Infeliz, amarga, sozinha. Sendo consumida por essa coisa absurda, revoltada, querendo passar recibo, me justificar e até mesmo lançar umas carapuças [por que oq vale é a sutileza, né?] e me defender de uma acusação escrota.

Daí me ocorreu que minha consciência está tranquila. Eu sei que eu NÃO fiz oq determinada cafona acham que eu fiz. Na real, estava mais preocupada PARA QUEM poderiam comentar. Mas aí, com o pensamento mais calmo, me toquei de que, se fazem qualquer comentário a meu respeito para quem me conhece – e é meu amigo – vai da pessoa acreditar ou não. E aí já não é mais problema meu.

De verdade verdadeira, tenho coisas tão mais importantes para me preocupar. Mas assim, importantes e sérias mesmo que às vezes gostaria até de ter ficado na ignorância, mas quando é com a nossa família a coisa muda de figura né?

Enfim, pra finalizar…

A QUEM INTERESSAR POSSA: eu tenho mais coisa pra fazer da minha vida do que ficar mandando foto de gente feia para terceiros. Mais noção e olhadinha no espelho e menos acusação leviana, mia geit.

comic by JimBenton.com

vou ouvir essa música umas 17x SÓ HOJE

 Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it’s an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end
Always the end
So when we found that we could not make sense
Well you said that we would still be friends
But I’ll admit that I was glad that it was over

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened
And that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger
And that feels so rough
You didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records
And then change your number
I guess that I don’t need that though
Now you’re just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I’d done
And I don’t wanna live that way
Reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn’t catch you hung up on somebody that you used to know…

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened
And that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger
And that feels so rough
You didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records
And then change your number
I guess that I don’t need that though
Now you’re just somebody that I used to know!

I used to know!
That I used to know!
Somebody!…

 

Tava aqui no jornal, escrevendo minha matéria de domingo e ouvindo alguma playlist no Stereomood qd essa música me achou. Sério, já ouvi umas 12x até agora.

A original aqui, mas eu achei essa versão TÃO MUITO MAIS LEGAL.

as I drink alone again tonight…

 

 

 

“I sit here
drunk now.
I am
a series of
small victories
and large defeats
and I am as
amazed
as any other
that
I have gotten
from there to
here
without committing murder
or being
murdered;
without
having ended up in the
madhouse.

as I drink alone
again tonight
my soul despite all the past
agony
thanks all the gods
who were not
there
for me
then.

? Charles Bukowski, The People Look Like Flowers at Last

 

das coisas desnecessárias

respostas atravessadas pra brincadeiras inocentes, bolhas nos pés causadas por tênis que custaram 400 dilmas, ignorância, último cigarro na carteira, privação de sono, conta no negativo, calor, trânsito caótico, esmalte descascando, compartilhar a mesma coisa em todas as redes sociais, azeitona e uva passa na comida, assassinato gramatical, Justin Bieber, forró e axé, música ruim em volume alto, falta de bom senso, discutir futebol, fazer spam de futebol no Twitter, piada cretina, trocadilho infame, odores corporais, Sônia Abrão só de maiô (could be worse), anarquista de boutique, gente sempre do contra, checkin bem na hora que estou desenhando no Draw Something, intolerância, prepotência, “se achismo”, fanáticos, rico pagando de humilde, pobre se fazendo de coitado, gente chata, mentalidade pequena, esperar uma semana por um episódio novo, chamar o Facebook de “feice”, chamar os amigos de “feicefriends/facers”, filha da putice.